Parapente

O Parapente é composto por uma asa em tecido, cosido em células, separadas por nervuras, que lhe dão o perfil, com aberturas no bordo de ataque. Da asa sai um conjunto de suspensores que vão prender às bandas e estas à cadeira onde o piloto vai sentado.

 

1. A asa:

Confecionada normalmente, em tecido de Nylon de 40 g/m2 porosidade "zero", com reforços em Dacron l80 g / m2. Utilizam-se hoje novos materiais, que vêm sendo cada vez mais resistentes ao uso.

Extradorso - Toda a superfície superior da asa.

Intradorso - Toda a superfície inferior da asa.

Bordo de ataque - A parte da frente da asa que primeiro ataca o ar, tem uma forma arredondada.

Bordo de fuga - A parte posterior da asa que por último toca o ar e tem uma forma afilada. Corda média - A distância reta que une o bordo de ataque ao bordo de fuga

Envergadura - É a distância ponta a ponta da asa.

Alongamento - É a razão entre o quadrado da a envergadura e a superfície.

Área - Pode ser projetada ou real.

Ângulo de ataque - é o ângulo da corda média com a trajetória.

Estabilizador - Apêndice vertical colocado em cada uma das extremidades da asa, que pode ter forma e tamanho muito variado.

Nervuras ou painéis interiores - São os elementos interiores da asa, que pela sua forma lhe conferem o perfil e que unem o Extradorso ao intradorso. Possuem várias aberturas circulares denominadas válvulas internas, que permitem a circulação do ar no interior da asa, permitindo a estabilidade de pressões, no seu interior.

As Células - São a porção de asa compreendida entre 2 nervuras; podemos falar de alvéolos quando existirem nervuras intermédias.

Aberturas frontais - Encontram-se no bordo de ataque e permitem a entrada do ar para dentro da asa, que não tendo por onde sair, lhe confere a forma e a pressão interna

 

2. Os suspensores:

Unem a asa às bandas, podendo variar em número, comprimento e distribuição consoante os modelos; são compostas por:

Bandas - 3 ou 4 bandas de carga de cada lado, que unem através de mosquetões a cadeira aos vários fios de suspensão.

Fios de suspensão - São o conjunto de fios que unem o intradorso da asa às bandas. São normalmente em Kevlar ou Dynema.

As bandas e os fios de suspensão - dividem-se em vários grupos, direitos e esquerdos, e em conjuntos que por banda se chamam de "banda A", " B", "C" ou "D, sendo a "banda A" a que vai ao bordo de ataque e as seguintes, até ao bordo de fuga.

As linhas de fios A unem-se ao elevador frontal ou A, as B unem-se ao elevador B e as C e D, embora possam estar separadas, unem-se normalmente em conjunto ao elevador traseiro ou C (ou D se se encontrarem separadas).

Freios - São toda a série de suspensores que terminam num só fio e unem cada metade do bordo de fuga. Passando por roldanas, terminam em duas pegas (manobradores).

Manobradores - Designação das 2 pegas acima referidas, que constituem, aparentemente, os dois únicos comandos do parapente.

 

3. A Cadeira:

Pode também ser dito sellete ou arnês. É o elemento onde o piloto vai instalado, composto por várias cintas e uma superfície de tecido mais ou menos acolchoado e protegida, em forma de assento.

Existem vários modelos de cadeira. Hoje em dia todas deverão ter proteção dorsal, que poderá ser rígida ou em air bag, com ou sem bolsa do paraquedas de reserva, e todos elas, por motivos de segurança deverão ter cintas de segurança cruzadas ou ABS.

Além deste equipamento de base, existem ainda alguns elementos a destacar:

Capacete - O mais eficaz possível. Hoje há-os em carbono, muito ligeiros. De preferência deverão ser integrais. Convém que tenham sido desenhados para parapente e que estejam homologados. Deverá ser sempre a primeira coisa a pôr e a última a tirar (mesmo nas aulas de campo).

Paraquedas de emergência - Paraquedas acoplado à cadeira, para utilização de emergência em caso de perca das faculdades de voo do parapente.

Manga de vento - Indica ao piloto a intensidade, direção e variação de vento no solo ou em voo.

Botas - A sua finalidade consiste na proteção do tornozelo e do pé em caso de aproximação mais forte ou irregularidade do terreno

Fato de voo - Fato que funciona como corta-vento, em voo orográfico, e que deverá ser mais quente em voo de montanha, pois a temperatura desce cerca de 0.8º por cada 100 metros de subida. É normal sairmos da descolagem com 28 º C , ou mais, e termos a mais de 3.000 m temperaturas negativas.

Luvas - Proteção das mãos face ao frio e ao terreno, bem como dos suspensores.

Óculos - Proteção da vista face ao sol e a poeiras ou insetos

 

4 -Instrumentos de voo:

Quando começamos a evoluir necessitamos de alguns aparelhos que por um lado nos dão segurança e por outro , nos permitem otimizar o voo, nomeadamente:

Ventímetro - Designação corrente do anemómetro, aparelho que mede a velocidade do vento.

Rádio VHF 2 m - Importantíssimo para a segurança e fundamental em voo de distância. A FPVL conseguiu recentemente que nos fossem atribuídas 3 frequências: 143,25 /143,50 / 143,75.

Variómetro - Indica a variação da altitude ou velocidade vertical, apitando em caso de subida em ascendente e em descendente. Hoje a quase todos se pode ligar uma sonda anemómetro.

Barógrafo - Aparelho que além de além de ser variómetro, faz posteriormente o registo em gráfico num PC, garantindo, assim que o voo foi real e feito num determinado tipo de aeronave. Regista a taxa de queda, (máxima e mínima), faz um gráfico de altitude, regista a hora de saída, o tempo total de voo, a hora de chegada e pode ainda estar ligado a um GPS e dar muitas mais informações. O seu uso é obrigatório para a homologação de recordes.

GPS - Posicionamento Global por Satélite- Aparelho que encontrando-se ligado ao sistema de satélites nos dá, com um erro muito pequeno (introduzido todos os dias pela USA, para proteção de balística), a nossa posição, velocidade solo, altitude, permitindo ainda navegar por rumos.

 

https://www.prof2000.pt/users/ruicabral/parapente/composi%C3%A7%C3%A3o_do_parpente.htm, Retirado em 3 de julho de 2012